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Sustentabilidade na construção civil foi tema de palestra


Na quarta (31) a palestra ‘Telhados Verdes’, ministrada pelo engenheiro civil Marcio Rios abordou a sustentabilidade na construção civil. O telhado verde é uma técnica que utiliza plantas nas coberturas de residências e edifícios, com impermeabilização e drenagem. O palestrante apresentou dois sistemas de telhado verde, o Individual de Camadas e o Modular, que podem ser aplicados em locais planos e inclinados. 

O telhado verde é uma tecnologia sustentável que possui diversas vantagens quando comparado com outros tipos de coberturas. São elas: conforto visual (para quem visualiza de locais mais altos), conforto térmico e acústico (proporciona temperatura adequada e eficiência energética), qualidade do ar, manejo das águas pluviais, novas áreas para uso (valorização desta área nas edificações), hortas urbanas, formação de microssistemas, aumento das áreas verdes. Porém, Rios destaca que o “aumento da área verde é uma contribuição, mas não pode ser visto como substituição de áreas no ambiente urbano, e sim como um complemento”, diz. O engenheiro civil surpreendeu os participantes ao mostrar que a diferença de valor entre a aplicação de telhado verde e de outras coberturas mais comuns é pequena, principalmente levando-se em conta as vantagens do telhado alternativo. “É um investimento a mais, mas a diferença de valor é pouca e as vantagens são muitas”, comenta Rios.

Para o engenheiro existem dois caminhos para a sustentabilidade: educação e legislação. “É essencial colocar a temática ambiental nas grades curriculares, pois ela está ligada a todas as disciplinas e áreas das engenharias”, afirma. Já existe legislação que obriga a implantação de telhado verde em determinadas edificações em Nova Iorque, Tóquio, Singapura e outras grandes cidades. No Brasil esta prática também já é adotada em algumas cidades como Recife, São Paulo e outras.

Em Fortaleza está tramitando um Projeto de Lei para implantação de telhado verde para empreendimentos acima de 3 mil m², sendo no mínimo 50% de cobertura, conforme a área a ser coberta. Esse índice foi definido após estudos de incidência na área urbana da cidade. “Esse caminho da legislação pode tornar as cidades cada vez mais sustentáveis, mas é importante lembrar que toda inovação traz desafios e por isso ainda será preciso muitas mudanças no meio urbano”, finaliza Rios.

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